terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Quintet Op 11 No 5 in E major Minuetto Luigi Boccherini


QUE É DOS RISOS FELIZES

Que é dos risos felizes, das palavras
quentes, fraternas, naturais?
Que é das searas semeadas sem rancor?
Que é da beleza sem constrangimento?
Que é da paz sem reservas nem destroços?
Armindo Rodrigues (1904-1993)
“A Esperança Desesperada”
Obra Poética (IV) – Sociedade de Expansão Cultural, 1971



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

87 Anos Passados

«Ninguém pode montar-se nas suas costas, a não ser que elas se inclinem.»
Martin Luther King Jr. (1929-1968)


O Homem o mármore e o escultor

«O homem não pode fazer-se sem sofrer, pois é ao mesmo tempo o mármore e o escultor.»

Alexis Carrel (1873-1944)
(Prémio Nobel da Medicina – 1912)



PENSAR

«De uma doutrina podemos saber o corpo e a alma. O corpo entende-se, a alma compreende-se. O corpo é o seu visível, a alma o invisível. O corpo explica-se e pode discutir-se. A alma é inexplicável e só há que recriá-la em nós ou recusá-la. O corpo faz parte das doutrinas em que se inclui, a alma fala à nossa opção original para a sentirmos ou não como nossa. O corpo aprende-se de cor, a alma só se
sabe realmente se já se sabe. Assim um fica-nos de fora e a outra entra-nos dentro a ver se pode lá morar. E é nesta diferença que se insere a interminável discussão entre os sistemas do pensar e a indiscutibilidade daquele que é o nosso.»  









K4, “O Quadrado Azul”

«A natureza é suficientemente variada para que não haja necessidade de voltar atrás.»
José de Almada Negreiros (1893-1970)


UMA MENSAGEM UNIVERSAL

«Como é que um homem dilacerado pela surdez, depois de duas décadas de profundo sofrimento, compôs já no final da vida um hino à Alegria?»


«A “Sinfonia Coral” de Beethoven esconde uma série de paradoxos. Como é que um indivíduo ensimesmado, praticamente isolado do mundo, conseguiu escrever uma obra cuja mensagem se tornou universal? Como foi possível o individualismo extremado sintetizar numa obra artística um ideal que a esmagadora maioria de nós não hesita em secundar? Como é que uma personalidade irascível perpetuou os desígnios do humanismo e da fraternidade, da concórdia entre os Homens? Como é que um homem dilacerado pela surdez, depois de duas décadas de profundo sofrimento, compôs já no final da vida um hino à Alegria?»


http://www.metropolitana.pt/Default.aspx?ID=5667


“Rain Princess” – Leonid Afremov



A educação e a Democracia

«Numa democracia, nenhuma obra supera a da educação. Haverá, talvez, outras aparentemente mais urgentes ou imediatas, mas estas mesmas pressupõem, se estivermos numa democracia, a educação. Todas as demais funções do Estado democrático pressupõem a educação. Somente esta não é consequência da democracia, mas a sua base, o seu fundamento, a condição mesmo para a sua existência.»

Anísio Teixeira (1900-1971)